Hoje eu li um: “Todos sabem da realidade!”
Isso ficou martelando na minha cabeça. E como meu senso crítico é vinte e quatro horas afiado quando se trata de palavras, logo me impus: Como assim? “todos sabem da realidade”?
Essa é mais uma das frases generalizadas que cuspimos sem saber o sentido. Ultimamente, é difícil a realidade estar visível aos nossos olhos. As pessoas são persuadidas pelo padrão exigido em grupos sociais e demonstram só o que é aceitável aos olhos dessa sociedade. Esbanjam falsos sorrisos, escondendo decepções amorosas. Passam a imagem de um amigo fiel e após alguns dias, traem a confiança. Embarcam em uma vida literalmente insana e suja, por uma tão escondida opressão familiar e etc.
Não, realmente, ninguém sabe da realidade.
Todos sabem de boatos, fatos, enxergam atos e seguem somente as suas opiniões. E isso não quer dizer que seja a realidade de tudo que aconteceu. Atrás de cada ato existe um real motivo. Julgar atitudes alheias sem ser um exemplo diante dessas atitudes, não merece a dignidade de um respeito. Cada ser humano deve cuidar mais da sua individualidade, sem se preocupar com as dos outros. Preocupar-se em corrigir erros do passado a fim de conseguir alcançar os tão almejados sonhos. Preocupar-se em atingir a maturidade de não serem incovenientes e manter uma silênciosa harmonia entre desavenças. Preocupar-se em cuidar do meio ambiente. Entre tantas outras coisas!
Se você chora, trai, pula, canta, grita, briga, come, dorme, trabalha, ama, você sabe o por quê disso tudo. Não se deixe abalar aos olhos de pessoas que julgam sem ao menos serem exemplos dos atos que cobram. A realidade de cada pessoinha desse mundo, se encontra soterrada na essência interior, no órgão involuntário sustentador da sobrevivência, está soterrada em nossas almas!
Sandy Bartholo
E daí que eu não consiga mais ser feliz? Essa ideia de que todo mundo precisa ser feliz sempre e a todo instante funciona nos comerciais de creme dental. Comigo não. Pelo menos, não mais.
2012..
E recomeçar é doloroso… Não cabe reconstruir duas vezes a mesma vida numa só existência! Pra esse ano? Espero estar sempre tomando as decisões corretas. Que Deus me afaste dos venenos diários que não me acrescentam. Que seja permanente essa vontade de ir além daquilo que me espera… Que eu não perca a capacidade de amar, de ver, de sentir. Crie laços com as pessoas que me fazem bem, que me parecem verdadeiras, porque a vida segue, mas o que foi bonito fica com toda a força. Certos momentos nem o tempo apaga. Não negue, apareça. Seja forte, porque é preciso coragem para se arriscar num futuro incerto. E o que importa você sabe menina, é o quão isso te faz sorrir, e só.
“Eu não sou legal, não mesmo. Acho que sempre tenho razão e quando minhas previsões dão certo olho com a cara mais abominável do mundo, dou um sorriso irônico e falo o clássico eu-te-avisei. É que, em geral, eu tenho razão. Essa é a primeira –e mais importante – coisa que você precisa aprender a meu respeito. (…) Não sei receber elogios, fico sem saber o que fazer, me atrapalho e acabo trocando de assunto – quando não troco as pernas e tropeço em algum canto de mim. Sorrio para disfarçar desconfortos. Se eu não gosto de você é bem provável que você tenha medo do meu olhar. E eu posso simplesmente não gostar de você de graça. Se eu gostar de você aviso de antemão que você é uma pessoa de sorte. Eu me entrego. Quem vive comigo sabe. Quem convive comigo sente. Eu amo poucos. Mas esses poucos, pode apostar, amo muito.”
Nada como Dezembro para fazermos planos que nunca iremos cumprir, ou se lembrar das esquecidas promessas que jamais foram executadas. Nada como Dezembro para se lembrar o quanto éramos idiotas nessa mesma época no ano anterior e lembrar de todas nossas expectativas erradas. Porque é assim, a vida não pode ser planejada, ela deve ser apenas vivida. (…) Eu não espero nada de 2012, eu só espero que ele me surpreenda. O que vai acontecer? Pouco importa. Eu tenho um ano inteiro para descobrir!
Fazemos o que com essa vontade louca de mudar de endereço, desligar o telefone, passar horas e horas dormindo e comendo, sair fora de casa só pra lagartear no sol ou tomar uma brisa fresca no rosto, fazemos o que? Tem dias em que, por mais felizes que sejamos, dá um vontade de morrer um pouquinho no sono, vencidos por um cansaço que não se sabe ao certo de onde veio…
O coração, metido numa caixa e fechado no congelador, para não se desfazer.
“Só que aí eu acabei mudando. E foi mudança aos poucos, porque até hoje me dou conta de coisas minhas que já não estão mais lá e, quem roubou, eu jamais vou saber. O sorriso mudou e a vontade de sorrir pra qualquer pessoa também, graças a Deus. Foi por sorrir tanto de graça que eu paguei tão caro por todas as coisas que me aconteceram. Às vezes me pego olhando ao meu redor e vendo tanta menina parecida comigo. Tanto sentimento gritando de bocas caladas e escorrendo de peles secas. Tanta coisa acontece com a gente. Tanta gente passa pela gente, mas tão pouca gente realmente fica. E eu sei que, talvez, eu tivesse que ficar triste. Talvez eu tivesse que continuar secando lágrimas, abraçando o vento e rindo no vácuo, mas o fato é que eu não consigo. Eu não consigo mais ser triste só para mostrar que um dia eu fui - ou achei que tivesse sido - feliz. Aprendi com os meus próprios erros que sofrer não torna mais poético, chorar não deixa mais aliviado e implorar não traz ninguém de volta. Aprendi também que por mais que você queira muito alguém, ninguém vale tanto a pena a ponto de você deixar de se querer. Eu que gritei para tantas pessoas ficarem, hoje só quero mesmo é que elas sumam de uma vez por todas. E em silêncio, que é pra ninguém ter porque se lamentar.”
Tati Bernardi (via queridasolidao)
(Source: afeta-me)